sexta-feira, 30 de novembro de 2018

PROVA DOS TRÊS TAMBORES: UM ESPORTE DE INCLUSÃO PARA TODOS.

PROVA DOS TRÊS TAMBORES: UM ESPORTE DE INCLUSÃO PARA TODOS.




Trazendo encanto para a arena, a prova dos três tambores cresceu ao longo do tempo e ganhou mais adeptos em todo o Brasil. Inicialmente, essa prova de rodeio, surgiu no Texas (EUA). A Girls Rodeo Association realizou a primeira competição, em 1948. No ano de 1981, o grupo passou a se chamar WPRA, Women’s Professional Rodeo Association. 

Aqui no Brasil, a competição chegou por meio da ABQM, Associação Brasileira dos Criadores de Cavalo Quartos de Milha. Depois, em 2003, algumas competidoras formaram a ANTT, Associação Nacional dos Três Tambores, com a finalidade de valorizar ainda mais o esporte. 

Bem tradicional em feiras agropecuárias e festas sertanejas, a prova exige velocidade e habilidades do cavalo e do competidor. Além disso, é a única disputa que permite a participação feminina. 


CONHEÇA AS REGRAS. 


O cavalo, junto com a amazona ou o peão, precisa fazer um percurso triangular em menor tempo possível. Essa contagem do tempo começa quando o focinho do animal cruza a linha de partida. 

Os três tambores ficam dispostos na pista e não podem ser derrubados. Caso um deles seja, o competidor fica punido com 5 segundos acrescidos no tempo total. As distâncias oficiais entre cada tambor são de: 27,5m entre o primeiro e o segundo, e de 32m entre o segundo e o terceiro. Mas é possível haver variações, dependendo do estado da pista. 

O cavalo utilizado é o quarto de milha, por ser considerado como a espécie mais rápida do mundo, além de bastante inteligente. Ainda é importante dizer que o animal não pode ter algum ferimento de chicote ou da espora após a corrida, senão a pessoa é desclassificada. 

O ganhador costuma levar prêmios para casa, que podem ser em forma de dinheiro ou algum bem, como uma moto. 


INCLUSÃO SOCIAL NA PROVA DOS TRÊS TAMBORES. 


A ABQM criou uma categoria especial para a prova dos três tambores. Agora, pessoas com deficiência também podem participar das competições. 

Isso torna a disputa uma prova inclusiva e acredito que seja um importante passo para estimular ainda mais a inserção de competidores com algum tipo de dificuldade. Além disso, essas atividades são benéficas para aqueles que têm determinado tipo de limitação. 

Já faz um tempo que os cavalos são usados como forma de incentivar a reabilitação para quem sofreu acidentes ou estimular exercícios para quem nasceu com algum impedimento. Também são usados de forma terapêutica, para ajudar na socialização de autistas, por exemplo. 

Inserir os paratletas nesse meio, fazendo-os conviver com outras pessoas, superar desafios e receber os aplausos do público é uma forma de motivá-los e fazê-los se sentir mais inclusos, mais parte da sociedade. Afinal, esportes e competições podem ser para todos. 

A diferença nessa categoria é que os participantes são isentos da inscrição para participarem da prova, porém, os ganhadores também não têm direito aos prêmios em dinheiro. O motivo exposto pela ABQM para isso é que essa premiação se dá por rateio, e sendo assim, eles levam os troféus e fivelas de acordo com as classificações, assunto este ainda muito questionado pelos atletas, seus representantes e profissionais envolvidos. 

A alegria no rosto pela participação na corrida de um paratleta é algo de grande satisfação e na opinião da Veri Real, idealizadora da categoria, isso é algo que dá autoestima e aumenta a confiança em si mesmo, levando o paratleta a ver que tudo é possível. 

Pelos resultados satisfatórios que estamos observando, pelo tamanho do desenvolvimento dos paratletas na prova dos três tambores e das emoções que eles têm causado ao público, confirmamos o quanto o esporte tem a acrescentar na vida deles. 



Dr. Caius Godoy, é advogado especialista em Agronegócios na AgroBox Advocacia em Agronegócios. E-mail: caius.godoy@agroboxadv.com.br



Campinas, Novembro2018

segunda-feira, 26 de novembro de 2018

Sucessão familiar. Empresas Agro e Produtores Rurais.

Sucessão Familiar. Empresas Agro e Produtores Rurais

Por Dr. Caius Godoy para o portal Agronerd




A sucessão familiar em empresas do agronegócio assim como para os  produtores rurais, ambos ainda que de pequeno porte, é uma questão que precisa ser planejada desde o início, preparando os familiares para todas as adversidades que possam surgir no meio do caminho.
Apesar dos laços afetivos, o profissionalismo deve permanecer. Não é raro nos depararmos com conflitos familiares e grandes prejuízos quando alguns pontos são descuidados, o que coloca por água abaixo tudo o que foi construído por anos e todo o empenho que se teve a fim de buscar reconhecimento e sucesso.

Como proceder da melhor forma para você e sua família.
Sucessão Familiar: Empresas do Agronegócio e Produtores Rurais.
Uma empresa sólida no mercado apresenta grandes vantagens: mais visibilidade, maior autoridade e, inclusive, facilidade em processos mais burocráticos, como o de conseguir bons empréstimos financeiros. A sucessão familiar, por esses e outros motivos, pode ser o desejo de muitos  empreendedores e produtores rurais. Porém, nem sempre a realidade é
assim. Segundo a Pesquisa Global de Negócios Familiares da PwC, de cada 100 empresas, só 12 conseguiram chegar na 3ª geração.
Ainda que as famílias sejam unidas e bem estruturadas, é importante não negligenciar o fato de que desentendimentos possam surgir e arruinar tudo o que foi construído. O planejamento precisa ser feito desde cedo, trazendo, inclusive, discussão acerca do assunto em conversas familiares mais informais, como no momento da refeição. Os herdeiros precisam saber o que se espera deles, assim como os fundadores precisam entender se seus sucessores estão preparados e determinados a dar continuação.
Importante ainda salientar que a escolha da atividade de gestão deve ser feita medindo quem tem mais capacidade e motivação para administrar e saber continuar transmitindo os valores do negócio para a sociedade.
Outro fator necessário é que o futuro líder tenha os mesmos interesses, objetivos e convicções a respeito da empresa, para que não surjam grandes dificuldades no futuro.
Para todos os casos, há sugestão também de ter especialistas que auxiliem o processo, como um advogado para orientar com relação as leis, contratos e outras formalidades necessárias, coachings ou cursos específicos que encaminhem na atuação de administrar e cuidar do patrimônio.

Portanto:
·                     faça um planejamento desde cedo, mas esteja aberto a pequenas mudanças;
·                     envolva a família nos interesses e nas decisões;
·          seja racional e faça escolhas pensando no futuro do negócio, não apenas em afinidade;

·             ensine e treine os futuros sucessores, passe sua experiência, faça reuniões, invista em cursos;

·     tenha profissionais de confiança para possíveis consultas, como advogados, agricultores, contadores etc.


Segundo especialistas, é comum acontecer de ao se chegar na 3ª geração dos sucessores, haver conflitos judiciais. Isso porque alguns agregados envolvidos (como noras, genros e outros) começam a questionar o desequilíbrio com relação à partilha.




Dr. Caius Godoy Administrador de Empresas e Advogado com carreira construída em assessorias administrativas e jurídicas, operações bancárias, de mercado de capitais, fundos de investimentos e outras voltadas ao agronegócio. É especialista em negociações/contratos com atuação envolvendo instituições financeiras, órgãos governamentais, autarquias, agências reguladoras e cartórios.